sábado, 11 de maio de 2013

O SEMEADOR


A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Nada há que seja novo debaixo do sol. ecles.1:9

Paráfrase produzida por Eloy Arraes Vargas 
de Sermão pregado em em 1655 *

 
Eis que saiu a semear, aquele que semeia MATEUS: 13:3
A semente é a palavra de Deus :- Lucas 8

ISAIAS 55:10;11

10 Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come,
11 assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.
1 - Introdução
Hoje vemos milhares de pregadores pregando, cada um no seu estilo, cada um com um enfoque diferente, cada um com uma mensagem especial.
PORQUE SERÁ QUE A PALAVRA PREGADA HOJE NÃO PRODUZ EFEITOS OU FRUTOS, SEJA NO APELO “SAI DELA POVO MEU” OU NA CONVERSÃO NA VIDA DOS OUVINTES?
Milhares de pessoas continuam ouvindo e continuam na mesma vida, despreocupada, desregrada, sem interesse pelo próximo ou pelo futuro.

2 - NÃO DEVERIA SER ASSIM, A BÍBLIA DIZ QUE NÃO !
Cristo nos diz que o pregador evangélico saiu para semear.
Note-se que ele salienta não só o fato de semear mas também o ato de Sair...
Saiu sím!
Pois no dia da colheita hão de ser contados  não só os resultados da semeadura mas também os passos dados para executa-la!
Para quem trabalha com Deus até o Sair já é semear porque na obra de Deus até dos passos se colhe frutos.. Pois o sair mostra o caráter daquele que trabalha com Deus e esse caráter testemunha a obra de Deus na vida daquele que sai a semear.
 3 - Mas  se o semeador evangélico saísse e:
1 encontrasse o campo tomado.
2 Se armassem contra ele os espinhos.
3 Se levantassem contra ele as pedras.
4 se lhe fechassem os caminhos.
O que haveria ele de fazer?
Todas essas dificuldades encontrou o semeador da parábola, ele saiu a semear sim mas com pouca sorte.
 
1-     Uma parte do trigo caiu entre os espinhos e os espinhos o afogaram.
2-     Outra parte caiu sobre as pedras, e secou-se por falta de umidade.
3-     Outra parte caiu no caminho e os homens o pisaram e as aves o comeram.
Veja-se que todos os tipos de criaturas do mundo se levantaram, e se levantam ainda hoje, contra a palavra de Deus.
 
As criaturas racionais como os homens.
As criaturas instintivas como os animais
As criaturas vegetativas como os vegetais.
As criaturas insensíveis como as pedras.
Marcos 16:15
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.
Qual deveria ser a atitude do semeador? Abandonar a lavoura?
O Lavrador não abandonou a lavoura e,  para sua felicidade, a ultima parte , a que caiu em terra boa produziu muito e compensou as perdas dos demais campos.
Esse semeador é um grande exemplo a ser seguido, pois mesmo que a maior parte da minha vida tenha sido de semeadura infrutífera ainda posso ter esperança com relação a ultima parte.
 
4- A semente, a Palavra de Deus e o Coração dos homens.
A semente é a palavra de Deus.
A terra onde Caiu são os corações dos homens.
Mas e os outros personagens?
Os Espinhos
As Pedras .
O Caminho
A terra Boa.
Retorna sempre a pergunta que nos perturba:- ONDE ESTÁ HOJE O GRANDE FRUTO DA PALAVRA QUE PREGAMOS ?
Se ela é poderosa porque vemos tantas pregações e tão poucas conversões?
A Palavra nos diz que cada semente lançada produziu cem!
Eu ficaria contente se a cada cem pregações se convertesse um coração...
 
Esse é o assunto do sermão de hoje...
Que ele sirva para mim  para que eu aprenda a pregar e sirva a vocês para que possam aprender a ouvir.
QUAIS AS RAZÕES DE TÃO POUCO FRUTO? EM QUEM ESTÁ O DEFEITO?
No pregador
No ouvinte
Em Deus
============
O pregador tem a mensagem
O ouvinte  tem o entendimento
Deus tem a Graça
 Qual deles está Falhando?
1-     Não pode ser falha de Deus pois  Deus nunca falha – isso é um princípio de fé. – Notem que  a perda das sementes se deram , uma pelos espinhos,  outra porque as pedras não tinham terra, e outra porque os homens pisaram e as aves comeram. No século XIX uma famosa pregadora chegou a pregar a heresia de que Deus tinha tapado os olhos do povo para que o povo caísse em erro. Deus nunca labora no erro.
 Notem que a Parábola não diz que faltou sol ou chuva, não foram nem o sol nem a chuva as causas da perda das sementes.
              O fato da palavra  não frutificar não foi por causa de fatores celestiais. – a culpa sempre e nossa.
        Deus está sempre pronto para ajudar. – Se Deus dá o sol e a chuva para os Bons e os Maus seguramente ele não negará o sol e a chuva aos maus que pretendem tornar-se bons.
 
Se a palavra de Deus não Deixa de frutificar por parte de Deus, então deve ser por causa  dos ouvintes ou dos pregadores !
 2-     Não me parece que seja por causa dos ouvintes, pois a palavra de Deus caindo na terra, ainda que não produza frutos produz efeitos.
      Vejam que  a semente que caiu no meio dos espinhos foi sufocada, mas nasceu
A semente que caiu nas pedras secou-se mas nasceu
A semente que  caiu em terra boa frutificou muito cem por um.
Como se vê  a Palavra de Deus produziu efeito mesmo quando atacada por forças da natureza. Mas o que dizer dos homens; dos ouvintes?
Ouvintes pedras
Ouvintes espinhos
Deus nos livre das vontades endurecidas, A vara de Moises tirou água da pedra mas nada se pode tirar de corações endurecidos.
E os ouvintes espinhos? só ouvem para criticar, para ferir, para desviar o conteúdo da mensagem.
 Apesar de tudo isso diz a parábola que a semente nasceu, produziu um efeito.
 Convém lembrar que:-
Ainda  há esperança para pedras e para os espinhos,  os espinhos o coroaram e as pedras o aclamarão.
 Logo a falta de fruto, ou de efeito, não é culpa nem de Deus nem dos ouvintes!!!
 Logo fica claro que a falta de fruto só pode ser culpa do pregador.
 No que pode o pregador estar falhando?
A sua pessoa.
O seu conhecimento
O assunto que prega
O estilo
A voz com que fala.
 
A Pessoa não pode ser:-
Será que os pregadores do passado eram pessoas santas? Tinham bom exemplo?
Vejam Davi, Salomão, Pedro, Os filhos de Zebedeu, Paulo
 O conhecimento não pode ser:-
Será que os pregadores do passado eram homens muito instruídos? Basta ver as histórias dos profetas e ficar sabendo que entre eles havia homens sem cultura nenhuma, até mesmo uma jumenta serviu de intermediário entre Deus e Balaão.
 O Estilo, é calmo é violento usa tecnologia moderna audio-visual?
 Pedro era grandiloquente e violento; Paulo era culto e cheio de figuras de linguagem, João Batista era violento e direto, João Evangelista era calmo e amoroso.
Recursos técnicos eram somente a voz e a sinceridade.
 A voz com que se fala:-
Moises era Gago ou fanhoso.
A verdade é que não poderia haver pior pregador do que Jonas e no entanto ele conseguiu converter uma cidade com uma única mensagem – Nínive será subvertida
Jonas pregava um único assunto, a palavra de Deus e converteu a cidade. E tudo isso com muita má  vontade.
Mas se assim é, ainda não encontramos a causa de tão pouco fruto.
Já sabemos sim que deve ter uma relação com o pregador mas como.
 A culpa não é da pessoa que prega, nem do estilo que usa nem do assunto que trata, nem do conhecimento grande nem da voz
 Moises não tinha voz
Amos era grosseiro
Salomão falava de muitos assuntos
Balaão dava mau exemplo
A mula de Balaão não tinha nenhum conhecimento.
No entanto todos eles falando persuadiam e convenciam. Pregaram a Palavra de Deus e produziram  efeitos e frutos.
Qual será então a causa de que a palavra semeada hoje não produz fruto?
            A semente é a Palavra de Deus.
 O problema é que nós não pregamos mais a Palavra de Deus .
 A verdade é que se prega hoje palavras de Deus e não A PALAVRA DE DEUS.
 Usar palavras de Deus até o diabo sabe usar e usou na tentação de Jesus.
Os pregadores usam  palavras de Deus e modificam o seu sentido.
Tem sido moda até pregar dos púlpitos palavras de outros autores, os quais escolhem palavras de Deus, umas aqui e outras ali, para construir um entendimento pessoal da mesma forma que o diabo fez na tentação de Jesus.
Procuram agradar o público fazendo do púlpito um palco ou um picadeiro de circo.
 A Pregação
 A pregação que aproveita não é aquela que da prazer ao ouvinte e sim aquela que o acorda para sua condição de pecador..
 Ouço um pregador saio contente com o sermão. Ouço o outro saio muito triste comigo mesmo.
 Qual a mensagem que produziu efeito e poderá frutificar, a primeira ou a segunda?
 Nossas pregações não produzem fruto nem efeitos porque não estamos pregando a Palavra de Deus, estamos sim usando palavras de Deus para pregar uma mensagem nossa, de nosso interesse e de nosso orgulho.
 Está na hora de acordarmos e nos dedicarmos a Palavra de Deus, o tempo é curto e nós estamos desperdiçando nosso tempo em discussões inúteis para a salvação.
   
Este texto é uma paráfrase de
um sermão pregado por Antonio Vieira em 1655  

 


Contador Grátis

sábado, 4 de maio de 2013

BELSHAZAR -O GENERAL QUE FOI REI - SEM NUNCA TER SIDO.



BELSHAZZAR

(6º século A.C.)

 o general babilônico que foi rei sem nunca ter sido

Traduzido e condensado por

Eloy Arraes Vargas 

eloy.arraes@ig.com.br

 Até que fossem decifrados os escritos cuneiformes,  ele era só conhecido no livro de Daniel  e por sua reprodução  em Josephus, onde ele é representado como o filho de Nabucodonozor e o último rei de Babilônia.
Como o nome dele não se aparece na lista dos sucessores de Nabucodonozor feita pelos escritores gregos, foram estudadas várias sugestões sobre a identidade dele:
Niebuhr o identificou com Evil-Merodach,
Ewald com Nabonidos
outros ainda  com Neriglisser.
A decifração dos textos de cuneiformes acabaram com todas as tais especulações.
 Em 1854 H. C. Rawhinson decifrou o texto em uma inscrição que pertence ao primeiro ano de Nabonidos o qual tinha sido descoberto nas ruínas do templo do Deus Lua em Muqayyar ou Ur: dizia o texto: Bel-sarrauzur , defenda o rei,. Nesse texto, Nabonidos o chama  de seu  filho primogênito, e reza para que ele possa não dar oportunidades  para pecar, mas que o medo da grande divindade do Deus-Lua pudesse morar no coração dele. Nos contratos e documentos há semelhantes referências freqüentes a Belshazzar que às vezes é intitulado simplesmente o filho do rei.

Ele nunca foi Rei e nem era filho de Nabucodonozor, na verdade o pai dele era  Nabonidos (Nabunaid), o filho de Nabu - ~ baladsu-iqbi, não relacionado com a família de Nabucodonozor o qual deveu a sua acessão ao trono a uma revolução palaciana. Porém, Belshazzar parece ter tido mais energia política e militar que o pai cujos gostos eram a arqueologia e a religião; Belshazzar  foi comandante  do exército, e enquanto isso morava  no acampamento perto de Sippara, e organizava a  defesa contra a invasão de CIRO. Por essa razão a tradição judaica substituiu o nome do pai pelo nome dele, e usou a morte dele para marcar a queda da monarquia babilônica.

Nós aprendemos da crônica babilônica que  do 7º ano de Nabonidos (548 A.C.) em diante o filho do rei estava com o exército em Akkad nas vizinhanças de Sippara. Isto de acordo com o. Dr Th. G. Pinches, o qual fala dos numerosos presentes dados por ele ao templo do Deus-Sol  em  Sippara. Então no 5º dia  de Ab dentro do 7º ano de Nabonidos quer dizer, aproximadamente três semanas depois que as forças de Ciro entraram na Babilônia e só três meses antes da morte de  Belshazzar o encontramos pagando 47 shekels de prata ao templo em nome da irmã dele, valor esse que representava o dízimo devido por ela. Num  período mais cedo há menção freqüente das transações de comércio dele que foram levadas a cabo pelo seu mordomo. Assim em 545 A.C. ele emprestou 20 manehs de prata a um indivíduo,  e um ano depois o mordomo dele negociou um empréstimo de 16 shekels. 

A história do banquete de Belshazzar e do assédio e captura de Babilônia por Ciro que está descrita nos livros de Daniel e no Cyropaedia de Xenophon indicam ser  reproduções por retro-projeção da re-conquista da cidade por Darius Hystaspis.(Dario o Medo)

Na realidade os fatos teriam sido muito diferentes. Ciro tinha invadido a Babilônia em duas direções, ele marchou para a confluência do Tigre e Diyaleh, enquanto Gobryas, o sátrapa do Kurdistão, conduziu outro corpo de tropas ao longo do curso do Adhem.
A parte do exército babilônico que deveria proteger a fronteira oriental tinha sido confiada a Opis e  foi derrotada nos bancos do Nizallat, e os invasores entraram pelo rio Tigre na cidade de Babilônia. No 14º dia  de Tammuz (junho), 538 A.C., Nabonidos fugiu de Sippara para onde ele tinha levado os filhos, e a cidade de Babilônia se rendeu  ao inimigo. Enquanto isso Gobryas tinha sido despachado para Babilônia  abriu seus portões ao invasor nos 16º do mês sem combate ou batalha, depois de alguns dias Nabonidos foi tirado do seu esconderijo e foi feito prisioneiro.
De acordo com Berossus, Nabonidos posteriormente foi designado pelo conquistador como governador de Karmania . Porém, Belshazzar ainda ofereceu resistência, e provavelmente o próprio Ciro não chegou Babilônia até quase quatro meses depois, em 3º de Marchesvan. No dia 11º daquele mês Gobryas foi despachado para pôr termo à última ameaça de resistência no país, e o filho do rei morreu.

Conforme a política conciliatória de Ciro, um luto geral foi proclamado por causa da morte dele, e isto durou  seis dias, de 27º de Adar até 3º de Nisan. Infelizmente as letras que representam o palavra filho está indistinta no tablete que contém os anais de Nabonidos, de forma que a leitura não é absolutamente certa. Porém, a única outra leitura possível seria “o rei morreu”, e esta leitura é excluída pelo fato que Nabonidos se tornou um sátrapa Persa, e em parte porque não se fala mais em Belshazzar nos anais da época
A morte de Belshazzar subseqüentemente a rendição de Babilônia e a captura de Nabonidos, e com isto o último esforço nativo para resistir ao invasor, responderia pela posição que ele assumiu na tradição posterior e ter o seu nome em substituição ao do Rei.

Bibliografia: See Th. G. Pinches, P.S.B,A., May 1884; H. Winckler, Zeitschriftfiir Assyriologie, ii. 2, 3 (1887); Records of the Past, new series, i. pp. 22-3 I (1888); A. H. Sayce, The Higher Criticism, pp. 497-537

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O ATO DE COMER É SAGRADO - RESPEITE-O

Você sabia que o ato de comer é um ato sagrado?
Publicado originalmente em espanhol por "migalhas de Vida"
Traduzido para o português por Eloy Arraes Vargas 
Jesus “havendo dado graças”, alimentou 5000 pessoas (João 6:11). O mesmo lemos a respeito dos 4000 (marcos 6:11). Quando você ora, você se coloca na presença de Deus. Se não fosse assim a sua oração seria um sacrilégio. Portanto quando você dá graças pela comida, você se dispõe a comer na presença de Deus, Isso não significa limitar o prazer de comer, pelo contrario, é um momento de alegria sabendo que é um dom de Deus , o qual sacia a tua boca (sal. 103:5).!
Essa é uma boa razão para Agradecer.
 Agradecer também pelo dom do apetite, graças ao qual podemos desfrutar a comida. Jesus ensinou essa verdade, como podemos ver em João 6: : é o Meu Pai quem vos dá o pão do Céu, porque o pão de Deus é aquele que desce do Céu e da vida ao mundo... Eu sou o Pão da vida... A menos que comais  a carne do Filho do homem, e bebais o seu sangue, não tereis vida em vos (V 32  -53). Essas palavras encerram algo profundo, muito embora simples. Implicam que nenhuma vegetação nem mesmo os vegetais comestíveis, povoaria o planeta terra a menos que houvesse sido redimido pelo sacrifício de Jesus: Quando ele morreu, o sangue fluiu de suas feridas até empapar a terra a seus pés, santificando a terra com isso.
As orações maquinais e irrefletidas pedindo as bênçãos pelos alimentos nos colocam perigosamente na situação de comer e beber para nossa própria condenação, segundo a advertência de Paulo I corintios 11:29. Pois estaríamos comendo sem discernir o corpo do Senhor.

Isso envolve muito mais do que a eucaristia,  A Ceia do Senhor  . “Devemos a nossa Vida Terrestre a morte de Cristo, o pão que comemos foi comprado por seu corpo quebrantado. A Água que bebemos foi comprada por seu sangue derramado. Ninguém santo ou pecador come o seu alimento diário sem ser nutrido pelo corpo e sangue de Jesus. Isso torna sagrado nosso pão de cada dia. A mesa Familiar vem a ser como a mesa do Senhor e toda comida é um sacramento"

Os antigos israelitas comeram o maná que Deus lhes dava generosamente, “sem discernir o corpo do Senhor” “Todos comeram mesmo alimento espiritual... Cristo. Não obstante  a maioria deles não agradou a Deus; não puderam entrar na terra prometida devido a sua incredulidade. ( I corintios 10: 3-5; Heb 3; 19 ), Isso determina 4 aspectos 
a) O tipo de alimento que comemos
b) A quantidade de alimento que comemos
c) se comemos com fé
d) se comemos com incredulidade!
Essa pode ser a razão de muitos males! Nunca coma aquilo que sabes que Deus não proveu  para o bem do teu corpo, tua mente e do teu próximo. “comei bem diz o Senhor em Isaias 55:2, “e vos deleitareis com o que é substancioso. “que prosperes e tenhas saúde , assim como prosperas espiritualmente (3Joao 2) 


JESUS E OS APÓSTOLOS NÃO ERAM POBRES



TÃO POBREZINHO NO SEU BERCINHO.  
Estudo realizado originalmente, pelo autor, em 1992 na Igreja de Riacho Grande. O JT de  13/11/97 publicou o Artigo que está no final abordando o mesmo assunto, atualmente na Internet é possível encontrar muitos estudos a respeito.
Eloy Arraes Vargas
Objetivo do estudo:- Mostrar que a afirmação de que Jesus preferia os pobres e rejeitava os ricos não tem Base bíblica e que tal afirmação nada mais é do que preconceito inserido no cristianismo pela tradição.
 TÃO POBREZINHO !
 Existe um hinozinho bastante cantado entre as crianças que diz:
Tão pobrezinho no seu bercinho
Na manjedoura veio nascer.
Foi desprezado foi rejeitado
Ninguém o quis receber.
 Será que existe verdade nessas frases que são inculcadas na mente das crianças e que as acompanham até a velhice?
 Leiamos inicialmente   Lucas 2:7
Vejamos pois, Jesus foi colocado em uma manjedoura porque “Não Havia Lugar para eles na estalagem”.
 Logo, eles haviam procurado se hospedar em um dos hotéis da época e em época de festas as hospedagens são sempre mais caras, portanto portavam dinheiro suficiente para pagar a hospedagem, mas não encontraram lugar.
Porque não havia lugar na estalagem?
Primeiro porque era ocasião das festas do ano novo Judeu, e segundo porque com o recenseamento havia muita gente na cidade.
Durante as Festas  as pessoas se dirigiam a Jerusalém e grande parte delas ficava hospedada nas cidades próximas. (Belém fica a 7 km. de Jerusalém)
 Logo Jesus foi colocado em uma manjedoura porque não encontraram local de hospedagem.
 

A CONDIÇÃO ECONÔMICA DE JOSÉ

Muitas vezes é passada a informação de que José por ser carpinteiro era uma pessoa muito pobre, o que demonstra um incrível preconceito e desconhecimento da época.
 Vejamos alguns detalhes:
Na época ser carpinteiro era uma profissão liberal equivalente a classe média alta, as grandes construções na região eram feitas de Madeira ( vide o Templo de Jerusalém) e os navios eram todos feitos de madeira, tudo isso era obra de carpintaria e marcenaria, se bem que não se tem da época informações que se diferenciasse essas duas profissões.
José possuía inclusive condução pessoal da época, equivalente ao que hoje chamamos de carro popular, ou seja um Jumento – O fusquinha da época.
 A distancia entre Nazaré e Belém é de 142 km. aproximadamente.
Quem em sã consciência sairia em uma viagem dessa a pé e com a mulher grávida no lombo de um jumento sem ter como pagar a hospedagem no meio do caminho?
 Seguramente José tinha uma condição financeira razoável e precisava recensear-se caso contrário perderia uma série de condições de cidadania que o impediriam de exercer sua profissão.

AS RELAÇÕES DE JESUS COM OS RICOS.
 

LUCAS 18: 18-30

 Vs. 18
Um Jovem chega até Jesus e pergunta o que deveria fazer para herdar a vida eterna?
Fato 1 – ele queria fazer alguma coisa para  ter méritos para herdar a vida eterna.
Vs 19
 Jesus propõe a primeira advertência pois o Jovem atribui a Jesus uma qualidade que só se deveria atribuir a Deus.
Vs. 20
Já que ele pretendia fazer algo Jesus lhe propõe uma coisa comum entre os fariseus, qual seja guardar cuidadosamente os mandamentos.
Vs 21
O Jovem acreditava que já cumpria os mandamentos e questionou Jesus por isso.
Vs 22
Jesus mostrou que se era para fazer algo ainda faltava àquele jovem fazer algo, desligar-se dos interesses materiais..
Mateus 19:21 esclarece mais, Jesus disse ao Jovem, “se queres ser perfeito”. Ou seja se ele pretendia a perfeição deveria desligar-se dos seus bens e seguir a Jesus.
O Jovem retirou-se triste. E Jesus o Amou.
Lucas 18:24
Aqui um versículo muito discutido quando não deveria pois o próprio texto traz a solução.
Pergunto:- É impossível um Rico entrar no reino de Deus?
Jesus Responde:- Não, mas é difícil...
Marcos 20:24 esclarece “Os que confiam nas riquezas”.
Parece-me que as coisas estão se esclarecendo, Não é simplesmente ser rico, mas confiar nas riquezas.
 Em Lucas 18:25 aparece o grau de dificuldade – “é Mais fácil um camelo entrar pelo fundo de uma agulha”. Ou seja é totalmente impossível entrar no reino de Deus confiado nas riquezas.

A REAÇÃO DOS DISCÍPULOS

Vs.26
Os que ouviram isso disseram:- Logo quem pode salvar-se?.
Eu me pergunto, porque os discípulos tiveram essa preocupação se eles eram todos muito pobres?
Ou será que não eram?
 No final voltaremos a analisar este texto, agora vamos passear um pouco pelo novo testamento.
 PASSEIO PELO NOVO TESTAMENTO
 
OS DISCÍPULOS:
 Pedro e André eram irmãos. Mateus 4:18
 Simão Tinha um Barco de Pesca – Lucas 5:3
 Tiago e João eram Irmão eram filhos de Zebedeu e de Salomé a qual era Irmã de Maria (mãe de Jesus?) e era  uma   família muito rica dedicada a Pesca – Mateus 4:21 ;Marcos 1:20 a qual tinha não somente Barcos mas também empregados.
 João apesar de Jovem tinha relacionamentos influentes no país, pois apesar de morar na Galiléia, onde pescavam, era conhecido do sacerdote – João 18:15, a 130 km de distância e depois da crucificação João recebeu Maria mãe de Jesus em sua casa em Jerusalém –João 19:27  - ou seja possuíam casa na província e na capital.
 Mateus era coletor de impostos, isso não é novidade, mas a pergunta é : como alguém conseguia chegar a condição de coletor de impostos?
O cargo era uma espécie de Franquia, alguém com muito dinheiro comprava a franquia, e o que ele arrecadasse além da franquia pertencia a ele.
Assim era que os coletores de impostos, que já eram Ricos, ficava ainda mais ricos.  
 Zaqueu, não era apostolo, mas seguramente era discípulo, e também era coletor de impostos.
 Barnabé era Rabino em Chipre, possuía muitos bens, inclusive doou uma herança para a caixa da Igreja. (atos 4:36-37)
 João Marcos era filho de uma Família Rica em Jerusalém, o Pai era Grego e a Mãe Judia (leia-se sobre a casa de Marcos em Atos 5:42).
 Paulo era um Doutor da Lei – ou seja um Rabino especial, sustentou a maior parte (se não todo) do seu próprio ministério.
 A Maior parte dos apóstolos eram oriundos da mesma cidade e grande parte deles eram parentes entre si, a maioria de famílias de classe econômica alta ou média-alta.
 O leitor pode pesquisar mais lendo as indicações abaixo e tirar conclusões:
 Algumas relações interessantes:-
 Pedro (Filho de Jonas)  e Andre ( Filho de Jonas)
João e Tiago
Felipe e Tomé
Bartolomeu e Mateus
Tiago Filho de Alfeu
Simão Zelotes
Judas filho de Tiago.
Comece por João 1:45-46.
Salomé, Mulher de Zebedeu e mãe de Tiago e João
Mateus 27:56
Marcos 15:40 e 16:1
Mateus 27:56
João 19:35
Maria Mãe de Tiago o menor e Salomé
 
 
ENCERRANDO O ESTUDO E A PESQUISA.
 
Lucas 18:26
A angustia dos discípulos- Quem poderá salvar-se?
Agora entendemos a angustia e a pergunta, grande parte deles eram ricos e de famílias ricas.
Jesus respondeu Vs:27
As coisas impossíveis aos homens São possíveis a Deus.
 Ou seja assim como um camelo não pode passar pelo fundo de uma agulha, da mesma forma um rico não pode entrar no reino dos Céus, a menos que o Deus do impossível realize este milagre.
 Ou seja assim como Deus pode desmaterializar um camelo e faze-lo passar pelo fundo de uma agulha, assim também o mesmo Deus pode fazer o grande milagre de transformar um homem, ainda que rico, e fazê-lo entrar no Reino de Deus.
 Confirmando todo esse raciocínio temos no Vs. 28 uma fala muito importante de Pedro.
“e nos que deixamos tudo” ora é evidente que só deixa quem tem.
Jesus o consola no final da conversa Vs. 29 e 30 com uma grande promessa.
 Conclusão final:
A participação no reino de Deus não está vinculada ao fato de ser rico ou pobre mas está vinculada ao poder milagroso de Jesus em transformar vidas ou pessoas.
Tanto o Rico como o Pobre são salvos pelo milagre realizado por Jesus  em suas vidas.
Tanto o Rico como o Pobre são resgatados por milagre e esse milagre é feito por Deus em nossas vidas.
 
Eloy Arraes Vargas


Contador Grátis

EVANGELHO DE JOÃO PARALELO EM GREGO; LATIM E PORTUGUÊS


O EVANGELHO DE JOÃO 
PARALELO EM GREGO; LATIM E PORTUGUÊS
EVANGELHO SEGUNDO JOÃO CAPÍTULO 1
Uma análise comparada da tradução do capítulo primeiro do evangelho de João, existente em português,  com o texto em latim e grego.
caso o leitor queira ver os textos em grego e latim em paralelo pode visitar
Para ler o texto em inglês que mais se aproxima do grego e do latim veja a tradução para o inglês feita por Tyndale em
Como nem todos os computadores tem instaladas fontes gregas, usaremos neste comentário os caracteres latinos e o texto da vulgata.
A análise desta comparação trará algumas surpresas para muitos leitores bíblicos.
Antes de iniciarmos convém saber alguns detalhes do Latim e do Grego que diferem do português.
No latim e no Grego ( até mesmo no inglês) existem 3(três) gêneros:- Masculino, feminino, e neutro.
No latim  os pronomes demonstrativos para o caso são  Hic, Haec, Hoc  traduzidos por este, esta, isto.
Verbum em latim é neutro e se traduz por palavra e nunca por verbo.
Lux  e vita também são neutros.

1


Vamos iniciar nossa leitura:
Grego Stephens 1550 Textus Receptus
en arch hn o logoV kai o logoV hn proV ton qeon kai qeoV hn o logoV
Latin Vulgate
1:1 in principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum et Deus erat Verbum

1:1 no princípio era a palavra e a palavra estava com Deus e Deus era a palavra.
Note-se que aqui já há uma distorção,  o texto originalmente fala  DEUS ERA A PALAVRA e não A palavra era Deus.
Note-se que  em Deus erat Verbum, Deus está  no nominativo - Logo na oração Deus erat Verbum -  Deus é o sujeito da oração. 
Pode parecer uma observação sem grande significado, mas quando eu digo Deus era a palavra, Deus é o sujeito da frase; quando eu digo A palavra era deus eu torno palavra"  sujeito da frase e lhe dou um atributo "Ser Deus" o que não esta no original grego  nem  em latim.

2

Stephens 1550 Textus Receptus
outoV hn en arch proV ton qeon
Latin Vulgate
1:2 hoc erat in principio apud Deum

1:2 isto estava no princípio com Deus
Note-se que a "palavra" tem gênero neutro, (hoc) ou seja, não era masculino nem feminino; na realidade não era um ser mas sim  um ato que estava sendo exercido por Deus.
Note-se que o que se diz na segunda oração é que " A palavra estava com Deus" assim como se diz de quem discursa :- a palavra estava com o Promotor.
Se formos ao livro do Genesis vamos ver que todas as coisas foram criadas através da palavra de Deus ; por exemplo:- Disse Deus, haja luz e houve luz.

3

Stephens 1550 Textus Receptus
panta di autou egeneto kai cwriV autou egeneto oude en o gegonen
Latin Vulgate
1:3 omnia per ipsum facta sunt et sine ipso factum est nihil quod factum est

1:3  tudo foi feito pelo MESMO (Deus) e nada foi feito sem a mesma (neutro - palavra)   se fez.

4

Stephens 1550 Textus Receptus
en autw zwh hn kai h zwh hn to fwV twn anqrwpwn
Latin Vulgate
1:4 in ipso vita erat et vita erat lux hominum

1:4 e nisto (na palavra) estava a vida e a vida era a luz dos homens.
Novamente não podemos nos esquecer que  vida e luz são substantivos neutros.

5

Stephens 1550 Textus Receptus
kai to fwV en th skotia fainei kai h skotia auto ou katelaben
Latin Vulgate
1:5 et lux in tenebris lucet et tenebrae eam non conprehenderunt

1:5 e a luz  nas trevas brilhou e as trevas não a apreenderam

6

Stephens 1550 Textus Receptus
egeneto anqrwpoV apestalmenoV para qeou onoma autw iwannhV
Latin Vulgate
1:6 fuit homo missus a Deo cui nomen erat Iohannes

1:6 houve um homem, enviado de  Deus cujo nome era João.

7

Stephens 1550 Textus Receptus
outoV hlqen eiV marturian ina marturhsh peri tou fwtoV ina panteV pisteuswsin di autou
Latin Vulgate
1:7 hic venit in testimonium ut testimonium perhiberet de lumine ut omnes crederent per illum

1:7 ele veio em testemunho para dar testemunho da luz e todos cressem por meio dele.

8

Stephens 1550 Textus Receptus
ouk hn ekeinoV to fwV all ina marturhsh peri tou fwtoV
Latin Vulgate
1:8 non erat ille lux sed ut testimonium perhiberet de lumine

1:8 Ele não era a luz mas para testemunhar da luz.

9

Stephens 1550 Textus Receptus
hn to fwV to alhqinon o fwtizei panta anqrwpon ercomenon eiV ton kosmon
Latin Vulgate
1:9 erat lux vera quae inluminat omnem hominem venientem in mundum

1:9 era luz verdadeira que iluminou todos os homens que viam  no mundo.

10

Stephens 1550 Textus Receptus
en tw kosmw hn kai o kosmoV di autou egeneto kai o kosmoV auton ouk egnw
Latin Vulgate
1:10 in mundo erat et mundus per ipsum factus est et mundus eum non cognovit

1:10 estava no mundo e o mundo foi feito pela mesma e o mundo não a conheceu.
 

11

Stephens 1550 Textus Receptus
eiV ta idia hlqen kai oi idioi auton ou parelabon
Latin Vulgate
1:11 in propria venit et sui eum non receperunt

1:11 veio para o que era seu e os seus não receberam

12

Stephens 1550 Textus Receptus
osoi de elabon auton edwken autoiV exousian tekna qeou genesqai toiV pisteuousin eiV to onoma autou
Latin Vulgate
1:12 quotquot autem receperunt eum dedit eis potestatem filios Dei fieri his qui credunt in nomine eius

1:12 A todos os que a receberam deu-lhes o poder de filhos de Deus, aos que creram em seu nome.

13

Stephens 1550 Textus Receptus
oi ouk ex aimatwn oude ek qelhmatoV sarkoV oude ek qelhmatoV androV all ek qeou egennhqhsan
Latin Vulgate
1:13 qui non ex sanguinibus neque ex voluntate carnis neque ex voluntate viri sed ex Deo nati sunt

 1:13  que não através do sangue nem através da vontade da carne nem através da vontade do varão mas são nascidos através de Deus.

14

Stephens 1550 Textus Receptus
kai o logoV sarx egeneto kai eskhnwsen en hmin kai eqeasameqa thn doxan autou doxan wV monogenouV para patroV plhrhV caritoV kai alhqeiaV
Latin Vulgate
1:14 et Verbum caro factum est et habitavit in nobis et vidimus gloriam eius gloriam quasi unigeniti a Patre plenum gratiae et veritatis

1:14 e a palavra foi feita carne e habitou entre (em) nós e vimos sua glória, gloria como ( quase) do unigênito do Pai, cheio de graça e verdade.

15

Stephens 1550 Textus Receptus
iwannhV marturei peri autou kai kekragen legwn outoV hn on eipon o opisw mou ercomenoV emprosqen mou gegonen oti prwtoV mou hn
Latin Vulgate
1:15 Iohannes testimonium perhibet de ipso et clamat dicens hic erat quem dixi vobis qui post me venturus est ante me factus est quia prior me erat

1:15 João deu testemunho da mesma e clamava dizendo:- Este era de quem eu vos disse, aquele que vem depois de mim foi feito antes de mim.

16

Stephens 1550 Textus Receptus
kai ek tou plhrwmatoV autou hmeiV panteV elabomen kai carin anti caritoV
Latin Vulgate
1:16 et de plenitudine eius nos omnes accepimus et gratiam pro gratia

1:16 e todos recebemos da sua plenitude e graça sobre graça.

17

Stephens 1550 Textus Receptus
oti o nomoV dia mwsews edoqh h cariV kai h alhqeia dia ihsou cristou egeneto
Latin Vulgate
1:17 quia lex per Mosen data est gratia et veritas per Iesum Christum facta est

1:17 posto que a lei dada por Moises é graça e verdade  feita por Jesus Cristo.

18

Stephens 1550 Textus Receptus
qeon oudeiV ewraken pwpote o monogenhV uios o wn eiV ton kolpon tou patroV ekeinoV exhghsato
Latin Vulgate
1:18 Deum nemo vidit umquam unigenitus Filius qui est in sinu Patris ipse enarravit

1:18 Ninguém viu Deus,  senão ao unigenito filho,  que está no seio do Pai, o Mesmo o permitiu claramente
 1:18 (mais correntemente) Ninguém viu Deus senão o filho que está no seio do Pai, ao qual o Pai permitiu ve-Lo claramente.

19

Stephens 1550 Textus Receptus
kai auth estin h marturia tou iwannou ote apesteilan oi ioudaioi ex ierosolumwn iereiV kai leuitaV ina erwthswsin auton su tiV ei
1:19 et hoc est testimonium Iohannis quando miserunt Iudaei ab Hierosolymis sacerdotes et Levitas ad eum ut interrogarent eum tu quis es
1:19 e isto é o testemunho de João quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para o interrogarem  (dizendo) Quem és.

20

Stephens 1550 Textus Receptus
kai wmologhsen kai ouk hrnhsato kai wmologhsen oti ouk eimi egw o cristoV
Latin Vulgate
1:20 et confessus est et non negavit et confessus est quia non sum ego Christus

1:20 E confessou e não negou, confessou - Eu não sou o Cristo.

21

Stephens 1550 Textus Receptus
kai hrwthsan auton ti oun hliaV ei su kai legei ouk eimi o profhthV ei su kai apekriqh ou
Latin Vulgate
1:21 et interrogaverunt eum quid ergo Helias es tu et dicit non sum propheta es tu et respondit non

1:21 e o interrogaram - És tu Elias? Ele disse :- não Sou 
Tu És profeta? e ele respondeu :- Não.

22

Stephens 1550 Textus Receptus
eipon oun autw tiV ei ina apokrisin dwmen toiV pemyasin hmaV ti legeiV peri seautou
Latin Vulgate
1:22 dixerunt ergo ei quis es ut responsum demus his qui miserunt nos quid dicis de te ipso

1:22 Disseram então: - quem és para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?

23

Stephens 1550 Textus Receptus
efh egw fwnh bowntoV en th erhmw euqunate thn odon kuriou kaqwV eipen hsaiaV o profhthV
Latin Vulgate
1:23 ait ego vox clamantis in deserto dirigite viam Domini sicut dixit Esaias propheta

1:23 Eu sou a voz que clama no deserto  dirige-te pelo caminho do Senhor, como disse o profeta Isaias.


JESUS NA FESTA DAS LUZES - EV.JOÃO 10:22


A HISTÓRIA DA FESTA DAS LUZES HANUKKAH
DE DANIEL ATÉ JESUS CRISTO
TEXTO TRADUZIDO E ADAPTADO POR Eloy Arraes Vargas
 
A festa do Hanukkah ( Festa das Luzes)  é uma tradição comemorada a mais de 2000 anos pelos Judeus; O novo testamento refere-se a essa festa, e mais importante ainda, cálculos feitos com base bíblica nos mostram que Jesus Cristo teria sido concebido  durante as festas do Hanukkah. (veja neste mesmo blog, a "data do nascimento de Jesus")

Lamentavelmente vários grupos religiosos procuram ocultar  dos seus membros  a existência dessa festa, a qual só vem causar curiosidade a cristãos quando eles entram em contato com a comunidade Judaica e a encontram comemorando essa festa  de forma muito semelhante com a comemoração do natal cristão.
Estudemos essa festa.
Em  168 AC., Antioco Epiphanes, confiando no panteão de deuses gregos, decretou o fim da religião judaica. Antioco passou a destruir as sinagogas e massacrar os judeus que não se submetiam a nova religião, Ele não suspeitava que um pequeno grupo de judeus que confiavam somente no Deus de Abraão, Isaac e Jacob, iria humilha-lo completamente.
Antioco pensou que havia resolvido o “problema judaico.” Suas tropas haviam nivelado os muros de Jerusalém, e ele ergueu um grande forte chamado ACRA, na área do templo para uso das suas tropas gregas.
Antioco Epiphanes acreditava que havia apagado inteiramente a religião judaica. Ele declarou que a Torah, que era a constituição Judaica, estava inteiramente anulada e sem valor. Ele proibiu a observância dos costumes religiosos Judeus, em especial a guarda do sábado semanal, a circuncisão, e as leis de saúde. Por outro lado ele forçou o povo a adotar a religião estatal Grega.
FORÇANDO A NOVA RELIGIÃO
Os judeus foram forçados a sacrificar aos deuses gregos. Para obriga-los a seguir a religião grega ele fez sacrifícios de animais impuros, particularmente porcos, no altar. Oficiais gregos foram mandados através do império para forçar rigidamente a nova religião. Qualquer resistência era punida com a morte. As sinagogas foram destruídas, Os rolos dos livros sagrados foram profanados e o povo foi massacrado aos milhares.
Para coroar essas calamidades, o Templo de Jerusalém foi re-dedicado ao deus grego ZEUS. A estatua de Zeus foi colocada dentro do templo. Porcos foram abatidos no altar. Essa foi a horrível “Abominação que causou a desolação que foi referida no livro de Daniel.
Lamentavelmente o povo cristão fica repetindo a frase “Abominação da desolação” sem sequer saber o significado dessas duas palavras.
É muito fácil procurar no dicionário Aurélio o significado dessas palavras :-
Abominar = Sentir horror a; detestar; aborrecer.
Desolar =  Devastar, arruinar, assolar, Tornar triste, melancólico, ao extremo; afligir, desgraçar.
Não há porque especular sobre palavras tão simples !!
Daniel 11: 31;32 – Dele sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora. Aos violadores da aliança, ele perverterá com lisonjas, mas o povo que conhece o seu Deus se tornará forte e ativo.
Os que escaparam a ira de Antioco fugiram para esconderijos nas costas do Mar Morto, na selva de Judéia e nas cavernas das montanhas. Eles levaram com eles cópias da Torah e a profecia de Daniel. Os líderes do êxodo eram conhecidos como Chasidim, "os piedosos". Eles estavam preparados para morrer pela  fé, e muitos morreram.
Um comandante das tropas de Antioco ergueu um altar pagão em uma pequena cidade a nordeste de Jerusalém. O povo foi chamado para segui-lo e sacrificar um porco no altar afim de demonstrar sua lealdade a Antioco.
Um velho sacerdote,de nome Matatias, foi chamado para dar o exemplo e para ser o primeiro a sacrificar. Ele se recusou. Então um judeu colaborador dos gregos aproximou-se do altar para sacrificar um porco. Matatias se enraiveceu e matou o Judeu apostata e o comandante das tropas. Matatias e seus cinco filhos destruíram o altar pagão e fugiram para as montanhas ao redor de Jerusalém.
A REPERCUSÃO DA REVOLTA DE MATATIAS.
As novas sobre a rebelião de Matatias se espalharam rapidamente. Muitos que estavam temerosos responderam quando Matatias e seus cinco filhos deram seu grito de guerra. (I macabeus 2:27)
No princípio foi uma guerra de guerrilha. Mais tarde muitos dos seguidores da verdade e da justiça se uniram na selva com os filhos de Matatias. As notícias chegaram aos agentes do rei e às forças que estavam em Jerusalém, os soldados  procuraram o acampamento dos Judeus fiéis e os prenderam num  ataque feito num dia de sábado, em seguida disseram:-
“Façam o que o rei lhes mandou e suas vidas serão salvas.” ; os Judeus fiéis responderam “ Nós não sairemos e não atenderemos a ordem do rei e não quebraremos o sábado.”
Os soldados aceleraram para os atacar. E os Judeus não reagiram em  resposta a eles; os judeus não lançaram nem uma pedra nem bloquearam os esconderijos, disseram os judeus, "Deixemos  tudo e morramos inocentes. Nós clamamos ao  céu e terra como testemunhas que você nos destrói de forma ilegítima."
Os soldados atacaram durante o Sábado, e os judeus morreram com suas esposas e seus filhos; milhares morreram. ( I macabeus 2:29-38)
Matatias decidiu que deixar os gregos massacra-los no Sábado era errado. Ele decidiu que a partir daquela data os judeus poderiam se defender no dia de Sábado. Esta decisão reforçou a luta. Antioco logo percebeu que ele estava com uma violenta rebelião em suas mãos.
Matatias, era um velho homem e morreu um ano após destruir o altar pagão. Quando morreu ele apontou seu filho Judá, o qual foi chamado Macabeu, como comandante em chefe. Foi uma sábia escolha, pois Judas humilhou Antioco Epiphanes.
Inicialmente Judas Macabeu e seus homens fizeram ataques esporádicos contra cidades desguarnecidas. Mas gradualmente, quando suas tropas se fortaleceram, ele começou a atacar postos de guarda das forças sírias - gregas.
Os comandantes sírios dispunham de batalhões formados por soldados sírios e por Judeus helenizados (que aceitaram a cultura grega)  Muitas vezes parecia que os judeus seriam derrotados, mas a cada vez, antes da batalha os Judeus Jejuavam e Oravam. O SENHOR os atendeu e deu a vitória aos Judeus.

O LIVRO DE DANIEL – UMA LINHA DO TEMPO.
Eles Leram o livro de Daniel e naquele livro O SENHOR  mostrou-lhes quanto tempo iria decorrer até que o templo fosse retirado das mãos dos pagãos.
. "Até quando durará a visão do sacrifício diário  e da transgressão assoladora, visão na qual  é entregue o santuário e o exercito afim de serem pisados ? ' Ele me disse: Até 2300 tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” (Dan. 8:13, 14).
A  pergunta  foi “Até quando?”  e a resposta foi “Não muito ”; Deus foi fiel em sua promessa.
O templo foi purificado e re-consagrado dentro do tempo estabelecido na promessa contada desde o dia em que Antioco Epiphanes iniciou a perseguição contra os Judeus.
O Prof. H. Graetz  escreveu sobre essa profecia o seguinte:-
“O livro de Daniel com suas profecias místicas gerava grande interesse. A  escrita em forma apocalíptica deu a cada linha um significado especial e refletia as condições da época, isso causava grande atração. Além disso, esclareceu o problema das calamidades que estavam sofrendo e mostrou o objeto das perseguições que eram por um lado para destruir o pecado e por outro para enobrecer os fiéis. Era evidente que o período de aflição tinha sido determinado desde o princípio e que sua duração também tinha  um significado místico. Os reinos mundanos desapareceriam e no final dos tempos dariam lugar ao Reino de Deus e os que tinham morrido ou tinham sido assassinados durante as perseguições despertariam para a vida eterna. “H Graetz, História dos Judeus, Vol I R.466” (versão livre do tradutor).
Nunca antes na história militar tantos foram derrotados por tão poucos. Antíoco entendeu que tinha uma grande rebelião em suas mãos a qual ele precisava suprimir rapidamente. Ele nomeou o seu general mais capaz, Lysias, para acabar com qualquer vestígio de Judaísmo. Lysias preparou um exercito de elite e estava tão confiante na sua vitória que anunciou antecipadamente o preço que ele cobraria pelos escravos judeus que ele iria capturar!
 
Judas e seus homens juntaram-se em Mizpá onde centenas de anos antes Samuel chamou o povo de Israel ao arrependimento (1 Sam. 7:5). Lá eles oraram e Deus respondeu as suas preces. Aquela noite o brilhante general Lysias decidiu dividir suas tropas.  Ele enviou um contingente de cavalaria e infantaria  para fazer um ataque de surpresa contra as forças judaicas pela manhã. Mas naquela noite Judas e seus homens desfizeram o acampamento e pela manhã seguinte derrotaram o exercito sírio..

 
Começou a marcha para Jerusalém. Com hinos de louvor em seus lábios, o exercito Macabeu entrou em Jerusalém, a qual tinha sido profanada 3 anos antes. Os soldados puderam então preparar a tarefa da purificação do templo.
Judas e seus irmãos disseram: “Agora que nossos inimigos estão derrotados vamos purificar o santuário e re - dedica-lo”. (1 Mac. 4:36). Eles removeram todos os vestígios do paganismo e construíram um novo altar. No dia 25 de Kislev ( usualmente em dezembro),  3 anos depois que a abominação da desolação foi introduzida no templo houve a nova dedicação. Eles celebraram a dedicação do templo por 8 dias.
Esta é a origem da festa da Hanukkah. Cerca de dois séculos depois  Jesus estava celebrando essa festa em Jerusalém.  ( Evangelho de João 10:22,23).
UMA BELA TRADIÇÃO
É uma história facinante, mas o maior milagre é que mais uma vez Deus preservou seu povo para o cumprimento da promessa feita para Abraâo. Que todos os povos  da terra seriam abençoados  através dele, ( Genesis 12:3).

REFLEXÃO ESPECIAL PARA ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
O leitor notará que o próprio Jesus observou  a festa de Hanukah (Banquete de Dedicação) João 10:22, e também deve notar que Ellen White nunca fez um ÚNICO comentário sobre este verso,

POR QUE não??

Isto é outra parte da decepção que os IASD causam.

Por que Ellen não quis reconhecer que a purificação do Santuário estava no passado ?

 A razão é simples, se ela reconhecesse isso  estaria destruindo a "doutrina do Santuário" que ela defendia  e poderia arranhar a influência de profetiza que ela exercia sobre os IASD.

Todo final de ano os Judeus observam as comemorações de Hanukah, e ao fazerem isso estão contestando a interpretação deturpada dos IASD sobre Daniel 8:14 que pretendem aplicar esse texto a um evento imaginário no qual Jesus começaria a limpar o Santuário em 1844 e iniciaria um “Juízo investigativo” da vida dos santos.
Nesse aspecto a teologia adventista não é o evangelho do novo testamento.
Se você ainda está envolvido por esse engano é sua responsabilidade procurar descobrir a real verdade. Dados históricos estão sendo descobertos a cada dia e livros sérios sobre o período histórico dos gregos, até o ano 64 ac e depois, estão a disposição dos pesquisadores em bibliotecas públicas e em bibliotecas particulares. Muitos autores IASD procuram fazer as mais mirabolantes ginásticas interpretativas para ocultar os fatos históricos documentados. Lembre-se que Jesus nos disse “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Texto traduzido e adaptado por Eloy Arraes Vargas com base em texto em Inglês de Robert K. Sanders
 
 
 
  

Contador Grátis